
Na década de 40, os Estúdios Disney atravessavam uma grave crise financeira, que teve início com o fracasso de “Fantasia“ nas bilheterias.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, os estúdios foram tomados pelo exército e Disney acabou forçado a produzir cartoons para treinar as tropas, além de criar designs cômicos para insígnias da aeronáutica.
Como forma de recuperar o prestígio e a saúde financeira de seus empreendimentos, Walt decidiu realizar pacotes de curtas-metragens, convidando grandes nomes entre artistas e autores para participarem do projeto. “A bilheteria seguirá a qualidade“, afirmava aos seus executivos.
“A animação realça a arte; suas possibilidades são infinitas.” – Salvador Dalí
Avesso ao glamour do universo artístico-cinematográfico, Disney foi apresentado pelo amigo Jack Warner ao casal Salvador e Gala Dalí durante uma das poucas festas a que compareceu. A partir desta ocasião, Dalí e Disney iniciaram uma amizade alimentada pela arte.
Disney era fascinado pelas técnicas modernas de arte e as havia experimentado em 1939, na sequência abstrata de “Fantasia”. Assim, propôs a Dalí uma parceria. O trabalho do pintor era preparar seis minutos combinando animação a dançarinos ao vivo e efeitos especiais para um filme no mesmo formato de “Fantasia”.
Como trilha, Disney planejou usar “Destino”, uma balada romântica do compositor mexicano Armando Dominguez, interpretada pela cantora e dançarina sul-americana Dora Luz. A palavra “Destino” entusiasmou Dalí, que começou a criar desenhos imaginativos, selvagens, para ilustrar suas emoções.
Dalí descrevia a futura obra como “uma exposição mágica do problema da vida no labirinto do tempo”. Já Walt dizia que “Destino“ seria “apenas uma simples história sobre uma jovem garota em busca do verdadeiro amor”.
John Hench foi chamado para ensinar a Salvador Dalí a técnica de animação Disney. Gala, esposa e musa, frequentemente acompanhava Dalí ao estúdio para inspirar, interpretar ou apenas observar o marido.
Enquanto isso, Dalí e Hench criavam uma nova técnica, combinando surrealismo e animação, um método inspirado pelo trabalho de Freud no subconsciente e na inserção de imagens ocultas duplas no trabalho de arte. Dalí apresentaria uma imagem que o espectador reconheceria como sendo uma coisa e, lentamente, forçaria o espectador a visualizar formas estranhas na imagem, revelando algo completamente diferente.
Disney queria que a animação deixasse de ser coisa de criança e se tornasse de vez uma forma de arte.
Após consumir cerca de 9 meses de trabalho da dupla, o projeto foi cancelado devido a problemas financeiros. “Destino” ficou engavetado até 2003 quando Roy Disney, o sobrinho de Walt, resolveu aproveitar a canção-tema na voz de Dora Luz, os rascunhos da história e uma série de 15 pinturas originais de Dalí para concluir o trabalho.
25 pessoas retomaram os storyboards originais. Roy dirigiu a animação seguindo algumas orientações de Gala Dalí e de John Hench.
Premiado como Melhor Curta nos festivais de Melbourne (Austrália) e no Rhode Island Internacional (EUA), o resultado é uma obra incrível, com a marca da genialidade de Disney e de Dalí.

Não adianta ser o vencedor do American Idol se você não é capaz de emocionar. John Lennon não tinha a voz mais afinada do mundo. Porém, era cheio de sentimentalismo e melancolia. Com um descomunal conhecimento da mente humana ele criou temas de choros, sorrisos e arrepios.
Existem composições assim, que somem com todos os problemas da vida por quatro minutos. Músicas que você sente ciúmes quando quer conquista-lá. Músicas que você ouve num sábado à noite, sozinho, curtindo uma solidão que parece aceitável com aquela trilha.
John Lennon tem uma para cada momento.
08.12.11: 31 anos de um mundo menos poético e engajado.

Em novembro foi veiculado o filme para o vestibular Medicina UNIC 2012.
A campanha envolve sentimentos, sensações, emoções e, especialmente, os sentidos do ser humano.
Cliente: UNIC
Título: Sinta e Entenda
Criação: Severino Neto e Silene Farina
Mídia: Chris Brasil
Atendimento: Maria Emília Monreal
RTV: Taísa Amiden e Rafael de Carvalho
Produtora: Playmix

Essa dica musical é pra combinar com dias cinzas e chuvosos. E antes que vocês digam que isso não existe em Cuiabá eu vos digo: não importa, a banda vale a pena de qualquer forma.

City and Colour, formada por Dallas Green, guitarrista e vocalista da banda de post-hardcore Alexisonfire, teve seu primeiro EP, “The Death of Me”, lançado em 2004 e começou como um projeto paralelo do cara. O som, bem diferente do que ele fazia com sua ‘banda principal’, logo se destacou pela versatilidade do Dallas e pelas lindas composições.
Alexisonfire
Em 2005 gravou o primeiro cd, “Sometimes” e levou o prêmio de “melhor álbum alternativo” no Juno Awards (o Grammy Canadense).
Save Your Scissor – Primeiro Single
O segundo cd, “Bring Me Your Love”, saiu em 2008 e lhe rendeu o prêmio de “compositor do ano” no Juno Awards de 2009. E em 2011, após o término da Alexisonfire, City and Colour lançou o seu terceiro álbum, “Little Hell”.
Weightless – último single do albúm Little Hell
City and colour é considerado acústico, melódico, folk, indie… Mas sem precisar rotular basta dizer: o som é bom, as letras são lindas, o Dallas canta muito e é daqueles pra entrar no top 5 do iPod.

Não é só mais um filme adaptado de HQ. É um filme adaptado de HQ com Michael Cera no elenco. Indie-nerd-hype much?! Todo fã de HQs, games e cultura pop tem obrigação de assisti-lo.

Conta a história de Scott Pilgrim, um jovem músico que mora com seu melhor amigo gay, Wallace Wells (Kieran Culkin). Scott teve seu coração partido e não consegue se relacionar seriamente com ninguém, até conhecer Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winestead). Pilgrim não tarda a perceber que ficar com ela não será nada fácil: ele como lutar contra os sete ex-namorados de Ramona.
Com referências dignas à video games e seguindo fielmente o HQ, Scott Pilgrim é um filme que você, depois que passar por todas as fases, vai com certeza querer ver de novo após zerar.

Estrelado por Adrien Brody e Keira Knightley, apesar de explorar a já comum temática de ‘viagem ao tempo’, The Jacket não é apenas mais um filme ‘de vola para o futuro.

Jack Starks (Adrien Brody), veterano da Guerra do Golfo que após levar um tiro na cabeça retorna a sua cidade natal. Jack sofre de amnésia e em um incidente faz com que ele seja acusado pelo assassinato de um policial. Condenado a cumprir sua pena em um hospital psiquiátrico, ele é feito de “cobaia” para experimentos e testes monitorados pelo Dr. Thomas Becker (Kris Kristofferson). Durante esses experimentos onde ele é drogado, preso em uma camisa de força e trancafiado por horas em uma gaveta de corpos no necrotério Jack descobre a capacidade de se projetar ao futuro onde conhece Jackie (Keira Knightley). Essa viagem temporal o ajuda a desvendar os mistérios sobre o que aconteceu em sua vida e ainda consertar alguns pontos da história.
Dramático e embalado por um forte teor mórbido e melancólico, The Jacket é um filme inteligente que surpreendente pelo desenvolvimento da história e por tratar um tema já batido no cinema de forma nova e intrigante.

Em 2009 Drew Barrymore (a eterna meninha do ‘E.T’., conhecida por todos os geeks) se lançou no mundo da direção. Seu primeiro longa é baseado no livro ‘Derby Girl’ de Shauna Cross e tem no elenco Ellen Page, Jimmy Fallon, Juliette Lewis e a própria Drew.

Whip It conta a história da jovem Bliss Cavendar (Ellen Page) de 17 anos, que descobre sua paixão por um esporte pouco conhecido e, até certo ponto, bem violento: o roller derby. Enquanto sua mãe planeja para ela um futuro como miss em concursos de beleza, Bliss finge ter 22 anos para conseguir jogar do time, onde é proibida a participação de menores de idade.
Nesse ambiente um tanto quanto fora dos padrões, Bliss encontra em suas companheiras de time Maggie Mayhem (Kristen Wiig), Bloody Holly (Zöe Bell), Rosa Sparks (Eve) e Smashley Simpson (Drew Barrymore) uma segunda família.
Ótimos atores, roteiro bacana, direção de arte linda e uma trilha sonora descolada e indie-cool compõem bem o clima gostoso e hype do filme. Dá pra afirmar que quem curte Ellen Page, Juno e companhia vai adorar a dica.
O enredo não é inovador ou extraordinário, e talvez seja exatamente isso que faça Whip It ser um filme tão cativante.
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