
No dia 14 de fevereiro comemora-se no hemisfério norte o Valentine’s Day, equivalente ao nosso Dia dos Namorados.
A data coincide com o festival pagão romano de Lupercalia, dedicado ao deus-lobo Lupercus, outra identidade do deus Pã, e à deusa Juno (Hera).
Na Idade Média, a igreja católica passou a comemorar nessa data o Dia de São Valentim, sacerdote romano que desafiou um decreto do imperador Claudius II, que impedia os soldados de casarem, pois prefeririam permanecer em casa a ir para a guerra. Por isso, Valentim foi julgado e morto.
Outra história conta que Valentim era defensor dos cristãos, apaixonado pela filha cega de seu carcereiro. Curou a moça só com a força de seu amor! (pausa para você se emocionar)
Cansados das campanhas cor-de-rosa, com laçarotes, corações, cupidos e todo tipo de clichês, alguns publicitários criaram o Occupy Valentine’s Day (http://occupyvday.tumblr.com/), para mostrar formas não-convencionais de comemorar a data.
Tudo muito lindo e romântico, mas… E quando o amor acaba? Para onde vão os cartões e presentes trocados?
Quando tudo termina em paz, vão para caixas e porões, onde permanecem até o próximo amor ou o primeiro episódio de saudade. Quando acaba em drama, vão direto para o lixo. Mas agora também podem ir para o Museu das Relações Terminadas (http://brokenships.com/).

Criado pelo ex-casal Drazen Grubisic e Olinka Vistica, e localizado em Zagreb, capital croata, o museu abriga objetos variados, de fofos ursinhos de pelúcia a maliciosos vibradores, passando por lingeries, um vestido de noiva, bibelôs e até próteses (!).
O primeiro item do acervo foi justamente um coelhinho de pelúcia que acompanhava os fundadores em suas viagens pelo mundo. A ideia deu tão certo que o museu passou a realizar exposições itinerantes por países como Alemanha, Índia, Estados Unidos e Argentina. Moradores das cidades visitadas enviam objetos para serem expostos e também escrevem textos descritivos para as peças.

E você, o que mandaria para lá?

Se um belo dia você acordasse e sua casa estivesse completamente em chamas, o que você salvaria do fogo? Fotos de família, documentos, sua coleção de HQ, sua carteira…
Michel Morin levando na mala do pai seus pertences antes de tudo queimar!
Pode parecer bobagem, mas essa resposta pode dizer muito sobre sua personalidade.
Diariamente, o projeto The Burning House entrevista pessoas ao redor do mundo e clica os objetos selecionados por elas. Do notebook ao vidro de esmalte, do cãozinho de estimação aos óculos 3D, as escolhas são sempre interessantes, engraçadas e, muitas vezes, surpreendentes.
Jimi não deixaria pra trás seus gadgets e um poster da Kate Perry!

O embate entre os sexos ainda parece longe de terminar, apesar de toda a predisposição das partes para um entendimento.
Primeiro lugar nos trending topics do comportamento humano, o assunto ganha mais espaço, principalmente o virtual, em uma discussão múltipla, ampla e complexa.
Homens cuidam da casa e dos filhos. Mulheres assumem a direção de máquinas pesadas e nações. Homens choram com uma cena emocionante. Mulheres gostam de relacionamentos sem compromisso. Homens (e mulheres) sentem. Mulheres (e homens) pensam.
E não há nada de estranho ou fora da ordem.
Por isso, é cada vez mais complicada para alguns a tarefa de catalogar em suas cabecinhas o que seriam as “coisas de menina“ e os “assuntos de homem“.
A diferença que faz a presença de um segundo X ou de um Y no código genético continua sendo altamente inspirador para os variados campos do conhecimento, inclusive a publicidade.

O que bem poucos ainda perceberam é que não existem respostas fechadas ou verdades absolutas sobre este tema. E também que não é preciso entender como o outro funciona, como um aparelho que vem com manual de instruções.
Porque não cabem generalizações no que é pessoal. Cada corpo responde de uma forma específica a um toque específico, reage de uma maneira diferente a um estímulo diferente.
Então, não há esperança de uma convivência pacífica, em um mundo onde calcinhas no box do banheiro e tampas do assento sanitário levantadas simplesmente coexistam, onde não existam mais conflitos pela posse do controle remoto ou pela escolha do lado da cama? Há.

Talvez o segredo seja tão somente algo que nos falta na maior parte do tempo, independente de gênero: a empatia.
Nunca é simples. Não é fácil ver o mundo pelos olhos do outro, ainda mais sem julgar nem fazer malabarismos mentais para descobrir quais motivos o levam a ser e agir assim.
Talvez baste apreciar a beleza imperfeita que o par personifica, com (e não apesar de) todas as manias e características que fazem desta pessoa alguém especial entre bilhões.
Fazer com que o masculino que há em um ame o feminino que há no outro. E vice-versa.

Hana Pesut é uma fotógrafa canadense. Inspirado pelo cotidiano, seu trabalho destaca-se pela sensibilidade em registrar o comum de forma inusitada.
O projeto “Switcheroo“ propõe uma mudança de papéis entre casais, clicados em suas próprias roupas e novamente, nas poses originais, após a troca de figurino.
O que poderia ser grotesco ou ridículo mostra, de forma bem-humorada, como é difícil se colocar na pele do outro.
http://sincerelyhana.com/projects/switcheroo/
Conheça mais sobre Hana aqui:
http://sincerelyhana.com
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