Crônicas

Se eu fosse você, você seria tão interessante assim?

11/01/12

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Postado por FCS

O embate entre os sexos ainda parece longe de terminar, apesar de toda a predisposição das partes para um entendimento.

Primeiro lugar nos trending topics do comportamento humano, o assunto ganha mais espaço, principalmente o virtual, em uma discussão múltipla, ampla e complexa.
Homens cuidam da casa e dos filhos. Mulheres assumem a direção de máquinas pesadas e nações. Homens choram com uma cena emocionante. Mulheres gostam de relacionamentos sem compromisso. Homens (e mulheres) sentem. Mulheres (e homens) pensam.
E não há nada de estranho ou fora da ordem.
Por isso, é cada vez mais complicada para alguns a tarefa de catalogar em suas cabecinhas o que seriam as “coisas de menina“ e os “assuntos de homem“.
A diferença que faz a presença de um segundo X ou de um Y no código genético continua sendo altamente inspirador para os variados campos do conhecimento, inclusive a publicidade.

O que bem poucos ainda perceberam é que não existem respostas fechadas ou verdades absolutas sobre este tema. E também que não é preciso entender como o outro funciona, como um aparelho que vem com manual de instruções.
Porque não cabem generalizações no que é pessoal. Cada corpo responde de uma forma específica a um toque específico, reage de uma maneira diferente a um estímulo diferente.
Então, não há esperança de uma convivência pacífica, em um mundo onde calcinhas no box do banheiro e tampas do assento sanitário levantadas simplesmente coexistam, onde não existam mais conflitos pela posse do controle remoto ou pela escolha do lado da cama? Há.

Talvez o segredo seja tão somente algo que nos falta na maior parte do tempo, independente de gênero: a empatia.
Nunca é simples. Não é fácil ver o mundo pelos olhos do outro, ainda mais sem julgar nem fazer malabarismos mentais para descobrir quais motivos o levam a ser e agir assim.
Talvez baste apreciar a beleza imperfeita que o par personifica, com (e não apesar de) todas as manias e características que fazem desta pessoa alguém especial entre bilhões.
Fazer com que o masculino que há em um ame o feminino que há no outro. E vice-versa.

Hana Pesut é uma fotógrafa canadense. Inspirado pelo cotidiano, seu trabalho destaca-se pela sensibilidade em registrar o comum de forma inusitada.
O projeto “Switcheroo“ propõe uma mudança de papéis entre casais, clicados em suas próprias roupas e novamente, nas poses originais, após a troca de figurino.
O que poderia ser grotesco ou ridículo mostra, de forma bem-humorada, como é difícil se colocar na pele do outro.

http://sincerelyhana.com/projects/switcheroo/

Conheça mais sobre Hana aqui:
http://sincerelyhana.com

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